Aos dezessete anos tive contato com o primeiro livro que fez-me gostar realmente de ler, o autor era Napoleon Hill e a partir daquela leitura eu soube que era aficionada pelo comportamento humano, principalmente pelo meu, rs. 

Foi mais ou menos nesse tempo que iniciei - inconscientemente - o caminho do autoconhecimento. Também conheci seres incríveis e me conectei com pessoas que elevaram não só a minha mente, mas também o meu espírito, me ensinando indiretamente o poder da fé e do amor. 

      Tive uma marca de camisetas com meu melhor amigo Eduardo, aos dezoito. E em paralelo a marca, tive o primeiro contato com meu primeiro propósito de vida: servir a humanidade.

Aos dezenove anos passei por caminhos diferentes do que eu estava acostumada. Trabalhei com edição de vídeo em uma produtora de Florianópolis, depois como caixa em uma Hamburgueria que tinha iniciado no caminho do empreendedorismo social. Em paralelo eu continuava escrevendo e tocando a marca.

E entre um trabalho e outro, eu fazia trabalhos voluntários em ONGs.  

     Nos vinte e um anos, minha vida mudou totalmente, as crises de pânico voltaram (eu tinha crises desde os meus onze anos). Tinha um vazio na minha mente que eu precisava urgentemente preencher. Me mudei para São Paulo e busquei trabalho voluntário em um centro budista. Saí de lá com a mente mais calma, com a respiração em dia e com um trabalho para fazer, que eu não sabia, mas aprendi… Marketing e comunicação.

Meu propósito seguia gritante em mim, tão gritante que lancei um livro, dentro de um escritório, trabalhando oito horas por dia, cinco dias na semana, alinhei todos os meus escritos e surgiu o livro “Com Gratidão”.

Oi, eu sou Kau Bonnett. 

Estou  autora , influenciadora digital e o que mais a vida me convidar a estar. 

1996

"Eu continuei sendo quem eu sou e buscando quem eu quero me tornar."

      Nos meus dezenove anos, enquanto voltava para casa do meu primeiro dia de trabalho voluntário, experimentei a seguinte sensação: "Se eu morresse agora, eu morreria muito grata e feliz!".

Esse foi o meu primeiro contato consciente com a gratidão, consciente eu digo porque dentro de casa minha mãe sempre nos instruiu a agradecer muito mais do que pedir e mostrava sempre, que o sentimento da gratidão é algo transformador. Finalmente ali eu tinha entendido parte do que eu sempre fiz no automático e com gratidão eu escrevi um livro, nada mais justo do que esse ser o nome do mesmo.  

     Aos vinte e dois anos saí do escritório, comecei focar nas minhas redes sociais e voltei para a edição de vídeo, mas aí sinto ter me perdido no propósito, no que fazer, no que ser e principalmente no que querer. Então decidi correr, eu fazia isso desde os dezesseis anos, mas era sempre com idas e vindas, sem prestar atenção. Decidi correr de verdade e com isso concluí em agosto a minha primeira meia maratona (21km) e em novembro a segunda. Com isso eu percebi o tamanho da minha força e do que eu posso.

   Continuei cantando e tocando violão, coisas que fiz desde os nove anos, por prazer, por mim mesma. Continuei escrevendo, aliás, comecei nos quatorze anos e nunca parei. Eu continuei sendo quem eu sou e buscando quem eu quero me tornar.

    Agora tenho vinte e cinco anos. Lancei mas dois livros, um Caderno Criativo, crio conteúdos no Instagram e por aí vai. Ainda tenho muita estrada pela frente e muitos sonhos, mas com toda certeza, orgulho maior será quando eu puder devolver para a minha família tudo o que eles me deram. E a minha maior conquista, será dia após dia, me tornar um ser mais consciente, conseguindo assim inspirar positivamente outras pessoas e que essas pessoas inspirem outras.

    Esses últimos anos fizeram-me perceber o quanto a vida nos surpreende. E eu acredito que será essa busca constante até o final de tudo, até eu fechar os meus olhos para sempre. Vou seguir o meu coração e aceitar os novos dias. Irei me perder e me encontrar de tempos em tempos, apenas para perceber que estou viva. 

Com Amor,

Kauany Bonnett.