Um livro aberto



Ocupei o outro lado da cama, enquanto o silêncio ocupou o quarto. 

Falho em mais um escrito tentando escrever o quanto te sinto e o quanto a tua falta se faz presente nos meus dias. 

Costumava ser fácil falar dos teus sorrisos, principalmente dos que acompanhavam a tua boa gargalhada. Costumava ser fácil te traduzir, te espalhar por aí e te sentir. Eu costumava compreender a tua não volta. 


Mas hoje eu decido quanto tempo você fica, quando vai e se vem. Falar de ti agora é fácil, vida, é o mesmo que falar da felicidade. 

Apesar de me perder nesses meios, sei que no fim somos eu e você, minha própria vida.

Encontrarei outros cheios, metades, vazios ou outros meios e no embalo viajaremos juntos. Mas no escuro, no quarto, no silêncio, seremos eu e você.

Seremos energia, não mais matéria. 

E no fechar dos olhos será mais uma página da história.  


Com Gratidão,

Kau Bonnett.