Se é amor?


Pega a primeira roupa que encontrar e vem me ver. Aqui tem calor, bebida quente e possibilidade de um querer maior. O vento corta o gelo lá fora, mas eu prometo te aquecer. Vem daqui uma hora.

Quando chegar fala de tudo, mas me permita antes começar com uma história, tenho ânsia de te apresentar detalhadamente o meu mundo. Fala agora de ti, também gosta de ler Napoleon Hill? Vamos devanear mais um pouco. Se aproxima que eu quero encostar a minha cabeça no teu ombro e assistir o tempo em câmera lenta enquanto os nossos corpos se conversam. Fecha os olhos hoje, amanhã a gente vê.


Eu achava que queria pouco, mas a verdade é que me bagunçou. Vamos pra outro lugar? E depois pra outro! Os personagens das minhas histórias se tornam reais e eu te assisto gargalhar. A câmera do celular registra o meu olhar pouco a pouco te percebendo e o coração batendo lento. Olha os teus batimentos, está tudo bem? Então vamos seguir. Vamos um pouco mais.

Não falaremos de Hill agora, falaremos do passado como forma de aprendizado, do presente como forma de amor e do futuro... agora não. Mas, nos veremos no próximo mês, certo? A gente se comunica muito bem, eu gosto disso. A gente se olha e se vê, se entende. Não paramos de brincar, de fazer piadas e de falar sério quando precisa. Eu tenho certeza que já te conhecia.

É muito cedo para o amor? Ainda é paixão, né? Eu quero você. E você que disse que eu nem fazia o seu tipo, me quer urgentemente.


Com gratidão,

Kau Bonnett.

"Vá fundo dentro de si mesmo, pois há uma fonte de benevolência preparada para fluir se você continuar."

- Marco Aurélio