Poucos dias para viver


Ouvi dizer que só existe uma cidade na vida, aonde a gente vai sozinho. E ela se torna a cidade que a gente domina. Lá não existe pais, nem tios, nem primos, nenhum parente. No inverno você se encosta no seu travesseiro puxa o edredom e dorme olhando a lua. Lá, você chega em casa cansado do trabalho, toma um banho quente e ganha o silêncio de presente. 

As paredes brancas de lá, você pode colorir, enche-las de possíveis sonhos e intensifica-los com uma boa música. Você é livre para sonhar os teus sonhos e de quem quiser sonhar com você. 

Existe muita saudade por lá.


Um cheiro forte de comida misturado com perfume, vez em quando invade a varanda e se você estiver nela viverá alguns detalhes novamente. Sentirá os teus pés no chão, o coração pulsar devagar, se sentirá confortado por uma mão que pousará sobre o seu peito. Inspire o ar, e não se importe com os odores… Você acaba de voltar ao seu lugar favorito. 


Na sala, você pode colocar uma música alta e imaginar o seu futuro, enquanto pula e sorri. No chão da sala, você pode chorar até adormecer. 

É legal acordar cedo, você pode tomar seu café na varanda, vendo a cidade acordar. Lá, você é feliz sem motivo e muitas vezes, sem saber. Lá, sorrisos vem e vão pela porta, mas aquele lugar lhe dá o poder de guardar alguns. 

Lá, eu sonhei os meus melhores sonhos, os mais corajosos… Espero que você consiga sonhar também. 


Poucos dias para esquecer, uma eternidade para lembrar.  


Com Gratidão,

Kau Bonnett. 

"Vá fundo dentro de si mesmo, pois há uma fonte de benevolência preparada para fluir se você continuar."

- Marco Aurélio

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