O mundo não acaba no primeiro amor

Atualizado: 22 de Nov de 2019



Hoje te convido a viver uma experiência aqui. Vamos passar por alguns sentimentos juntos, mas se você não conseguir sentir nada não tem problema, já vale a tentativa.   

  Então, pensa alto comigo...

  Quando você ama uma pessoa que retribui o seu amor, toda vez que você pensar no porque a ama você lembrará do sorriso, dos momentos felizes, da personalidade dela e de como você é inteiro ao lado dela, certo? Ou pelo menos isso é o que deveria ocupar a sua mente. 

  Quando você ama uma pessoa que não está mais na sua vida, toda vez que pensar no seu amor por ela, você provavelmente irá lembrar apenas do motivo pelo qual ela não está mais presente, motivo pelo qual te deixou ou com quem está agora. Você tende a mutilar o seu pensamento com imagens e coisas que talvez não existam e então você sofre. Sofre por não poder mais dividir os seus momentos com ela, sofre por ter que guardar todos os planos e se esvaziar. Você tende a pensar então nos seus erros, quais cometeu e vai esquecendo do sorriso pelo qual se apaixonou, da pessoa pela qual fez planos e então tudo vai se apagando. Você concentra a sua energia em apenas recuperar a pessoa que você pensa ser a pessoa da sua vida.  

Nós, transformamos o sentimento amor em apego, em posse. E quando percebemos que o nosso apego nunca esteve apegado a nós, nós nos transformamos em algo que não somos, apenas por querer ser mais, ou ter mais. 

  E se mudássemos o nosso pensamento? Se ao pensar em uma pessoa que não está mais presente em nossas vidas, nós a abençoássemos ao invés de questionarmos? Sim abençoa-la. Que ela seja feliz com quem quiser ou sozinha. Se for com alguém, que esse alguém a faça bem. Que ela seja feliz onde e quando quiser, e que ela consiga escolher ser feliz todos os dias. 

Vamos reconhecer que as pessoas não são coisas que podemos comprar ou guardar, elas são energia! Energia a gente não segura, pelo contrário, a gente deixa livre, a gente energiza, compartilha da nossa energia e deixa ir. 

  Percebeu o que sentiu com isso tudo, ou só eu senti algo mudar? A primeira experiência, a de posse, me pareceu um looping infinito. Eu seguro a pessoa mesmo contra a sua vontade e então ela fica achando que vai conseguir mudar o que ela sente, ou fica para me fazer feliz, mas ela fracassa e quer novamente ir. E lá vou eu atrás dela. Isso nunca acaba e nos desgasta, nos faz perder tempo, nos faz esquecer do real amor.

Segunda experiência, eu a abençoo e deixo livre. Agradeço pelos bons momentos e aprendizados. Choro e lamento por não ter dado certo (afinal ninguém é de ferro), mas a deixo seguir. Agora ambos estão livre e o sentimento de liberdade nos transborda. 

   Conseguiu sentir? 

Agora estamos livre para buscarmos mais de nós em nós mesmos, para mudar de cidade, para cursar algo novo ou para tentar algo novo com um outro alguém. Agora continuamos nós. 

Nem no segundo. Temos a vida inteira para aprender amar. 


Com Gratidão,

Kau Bonnett. 

"Vá fundo dentro de si mesmo, pois há uma fonte de benevolência preparada para fluir se você continuar."

- Marco Aurélio